AMOR EM TERRAS SELVAGENS.
CAPÍTULO 17. Um poço sem fundo
A noite na cabana de Carter havia sido um inferno lento. A madeira rangia sob o peso da neve que se acumulava no telhado, como se a própria montanha respirasse sobre ele, lembrando-o que ainda estava ali, preso. Ele se revirara entre os lençóis — cada vez que fechava os olhos, a via: Emily, com seu casaco vermelho rasgado pelo vento, a neve cobrindo seu rosto enquanto a avalanche a arrastava como se fosse nada mais que um boneco de pano. O som — aquele maldito estrondo surdo — retumbava em seu crânio uma e outra vez, misturado com seus próprios gritos abafados.Mas alguém o detinha, alguém não o deixava salvá-la… sentia uma pancada na cabeça e… se sentou de repente, com o coração martelando as costelas como se quisesse escapar.A escuridão da cabana era espessa, rompida apenas pelo brilho mortiço das brasas na lareira. Carter passou uma mão pelo rosto, sentindo a barba de dias raspar a palma."Não consigo continuar assim", pensou, mas a frase se afogou na garganta, amarga.Se vesti
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