34. Nada é real
Elise QuinnA janela do carro parece mais interessante do que meus pensamentos.A noite com Atlas fora incrível, e eu me perguntava o que eu estava fazendo? Eu deixei a culpa de lado me entregando ao desejo. Os olhos azuis, o corpo musculoso,as tatuagens que cobriam o seu antebraço e o seu pescoço… Se tentações existiam, Atlas Cross era a própria palavra em carne e osso.Eu me apaixonei pelo seu sotaque, pelo seu rosto, e até pelo seu jeito impaciente.Mas ainda assim, algo me prendia. Damien estava morto.Entretanto seus olhos sinceros, dizendo que me amava naquele dia fatídico, não saiam da minha mente, e a culpa invadia todo meu ser.— Estamos chegando, senhorita. — O motorista quebrou o silêncio.— Preciso que pare em um local antes.— O sr Cross pediu que eu levasse a senhora direto para a mansão.Respirei fundo.— Não irá demorar mais que dez minutos. Preciso pegar algo na minha antiga casa, por favor.Ele analisa e bate o pé como se isso fosse lhe causar o maior problema do m
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