108. Quem é você?
Elise Quinn O ruído continuava ali, baixo, constante, como uma respiração filtrada por metal, e por alguns segundos eu fiquei imóvel, segurando o celular com força demais, como se qualquer movimento pudesse fazer aquilo desaparecer de novo. A voz era estranha,como se estivesse caracterizada por uma inteligência artificial. — Eu já atendi — falei, mantendo a voz firme à força, mesmo com o coração batendo descompassado — fala. Um breve chiado atravessou a linha, irregular, calculado demais para ser falha. — Sozinha. A palavra veio distorcida, arrastada, mas clara o suficiente para fazer meu estômago revirar. Engoli seco, olhando automaticamente para a porta, ainda fechada, como se esperasse ver Atlas entrando a qualquer momento, como se parte de mim ainda quisesse que ele interrompesse aquilo antes que eu fosse obrigada a responder. Mas ele não veio. E eu sabia que não podia esperar mais. Sofia era sangue do meu sangue, e precisava de mim. — Eu não sei onde você está — respondi,
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