94. Corpo
Elise QuinnEu acordei com a sensação de que estava sendo segurada com mais força do que o normal, como se durante a noite alguém tivesse decidido que não correria o risco de me perder de novo, e quando abri os olhos devagar, ainda meio perdida entre o sono e a realidade, encontrei exatamente isso.Atlas.O braço dele estava firme ao redor da minha cintura, pesado, protetor, e o corpo dele colado ao meu o suficiente para que eu sentisse cada movimento da respiração dele contra minhas costas, constante, quente, real. Por alguns segundos eu não me mexi, apenas fiquei ali, absorvendo aquilo, deixando aquela sensação de segurança preencher um espaço dentro de mim que estava vazio há dias.Talvez semanas.Minha mão se moveu devagar, quase sem pensar, deslizando até a dele, e quando meus dedos tocaram os dele, a reação foi imediata. Ele apertou minha mão, ainda de olhos fechados, como se o corpo dele estivesse sempre pronto para me reconhecer, mesmo dormindo.— Você não para quieta nem dorm
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