207. Meu tempo está acabando
EmilyFaz anos desde a última vez que estive frente a frente com Ana Krieger, mas, ainda assim, no instante em que cruzo aquela porta, tenho a sensação incômoda de que nada mudou. O ambiente é exatamente como eu imaginava: organizado demais, silencioso demais, como se até o ar ali fosse controlado por ela. E, no centro de tudo, está Ana, sentada atrás da mesa como se aquele lugar sempre tivesse pertencido a ela.Eu caminho na direção dela sem hesitar, mesmo com a tensão apertando meu peito mais do que gostaria de admitir. De todas as pessoas daquela família, ela sempre foi a única com algum senso, a única que não se deixava levar por impulsos ou emoções desnecessárias. Se alguém pode me ajudar a sair disso… é ela."Emily… quanto tempo", ela diz, com um sorriso discreto, daqueles que não revelam absolutamente nada. "Sente-se, por favor."Eu faço isso, mantendo a postura firme, mesmo que por dentro tudo esteja longe de estar no lugar."Muito tempo mesmo", respondo, cruzando as pernas co
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