Sete anos haviam passado, não de forma abrupta ou marcada por grandes rupturas, mas com aquela suavidade quase imperceptível de quem vive dias bons o suficiente para não contar o tempo, como se cada momento tivesse sido absorvido com calma, permitindo que a vida se reorganizasse ao redor deles sem pressa, sem urgência, apenas crescendo, amadurecendo e, finalmente, se tornando exatamente aquilo que sempre deveria ter sido.A casa estava cheia.Não de silêncio, nem de formalidade, mas de vida em sua forma mais simples e mais bonita, com risos ecoando pelo jardim em diferentes tons e alturas, misturados ao som leve da água da piscina e ao vento suave que atravessava as árvores, balançando folhas e carregando consigo aquela sensação tranquila de que tudo, absolutamente tudo, finalmente havia encontrado o seu lugar.Sentada na varanda, de frente para a paisagem, Sophia, agora com dezesseis anos, segurava a mão de Benjamin com naturalidade, enquanto observava o horizonte com tranquilidade,
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