Na cabana isolada entre as montanhas, o silêncio da tarde foi quebrado de repente pelo som de algo caindo, uma xícara, talvez, ou um livro que escapara das mãos trêmulas.— Luna!Omar atravessou a sala em segundos, o corpo movido por um instinto que ia além da razão.Ela estava apoiada na mesa de madeira rústica, a respiração irregular, a pele pálida demais, os lábios sem cor. Os olhos desfocados lutavam para manter o foco.— Eu… — tentou falar, mas a frase morreu em um enjoo forte que a fez dobrar o corpo.Ele a segurou antes que ela perdesse o equilíbrio, os braços firmes ao redor da cintura dela, ancorando-a contra o peito.— Ei, olha para mim — ele ordenou. — Respira. Devagar.Ela tentou obedecer, inspirando com dificuldade, os olhos ainda perdidos.— Está tudo girando…Omar a levou até o sofá com cuidado, ajoelhando-se à frente dela enquanto a acomodava nas almofadas gastas.— Nós temos que voltar — disse, sem rodeios.Ela tentou negar com a cabeça, o movimento fraco.— Não… eles
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