O tempo havia seguido seu curso e, pela primeira vez em muito tempo, ele não trouxe apenas dor ou cicatrizes. Trouxe vida... abundante, barulhenta, insistente, como se, depois de anos de contenção, o destino tivesse decidido compensar com uma generosidade.O sol da tarde refletia na água da piscina da mansão Demirkan, e o ar estava cheio de risadas infantis, leves e soltas, que contrastavam com tudo o que aquela família já havia enfrentado.Luz e Faruk corriam pela borda da piscina, com os pés molhados escorregando levemente no piso aquecido, com gargalhadas que se misturavam enquanto disputavam quem pulava primeiro na água.— Eu vou ganhar! — Luz disse animada, os cabelos molhados grudados nas bochechas coradas.— Não vai! — Faruk respondeu, já pulando antes dela.O barulho da água espirrando arrancou um sorriso automático de quem observava, e aquele som parecia curar algo que ainda doía em silêncio nos adultos ali presentes.Sierra estava sentada mais afastada, com os pés dentro da
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