Adrian O ambiente estéril do centro cirúrgico do hospital — que eu fiz questão de isolar completamente para este momento — cheirava a antisséptico e a uma tensão que eu nunca havia experimentado antes. Nem mesmo quando tive bilhões em jogo no mercado financeiro meu coração bateu com essa violência desgovernada.Eu estava paramentado, segurando a mão de Luna com tanta força que temia quebrar seus dedos, mas era ela quem estava me esmagando. O rosto dela, antes sereno e doce, era agora uma máscara de suor, esforço e uma fúria divina. — Vamos, Luna! Respira, amor. Você está quase lá! — eu incentivei, inclinando-me sobre ela, limpando a testa dela com uma compressa fria. — CALA A BOCA, ADRIAN! — ela gritou, a voz saindo em um rosnado que faria um soldado recuar. — Você fez isso comigo! Você e essa sua mania de me querer toda hora!Dei um sorriso de lado, um brilho de adoração nos olhos. Mesmo sofrendo, ela era a mulher mais poderosa que eu já tinha visto.— Eu sei, eu sei. A culpa é t
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