215. Como Se Estivesse Em Casa
Despedidas nunca são fáceis. Não importa o quanto você tente se preparar, não importa quantas vezes repita para si mesma que é temporário, que não é a lua, que vocês ainda vão se falar todos os dias. Quando a hora chega, o coração faz o que quer, independentemente do que a razão decidiu. Foi com um nó na garganta que abracei minha mãe por mais tempo do que o normal, que me despedi do meu pai com um aperto no peito. E, quando achei que tudo já estava dolorido demais, meu irmão ligou para mim enquanto eu já estava no carro a caminho do aeroporto. Porque, quando se trata dele, nenhuma recomendação é suficiente. Ouvi tudo, porque sou a irmã mais nova e porque, no fundo, muito no fundo, o fato de ele se importar o suficiente para ligar duas vezes ainda me faz bem, mesmo quando eu preferiria não admitir. Quando finalmente desliguei, o carro já estava estacionado próximo ao jatinho. — Se pelo menos duas horas do dia forem assim, juro que não vou reclamar — a voz de um dos homens inter
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