197. O Silêncio Nunca Dura Muito Tempo
“Quatro meses depois…”Acordo com o sol entrando pelas frestas da cortina e, por um momento, considero a possibilidade de me levantar só para fechá-las e voltar a dormir.Mas há um motivo bem especial para eu não fazer isso: hoje é o aniversário de Lucas, e eu quero que o dia comece do jeito certo.Ele dorme profundamente ao meu lado, com o braço pesado jogado sobre a minha cintura, como se, mesmo dormindo, não quisesse me soltar.Me viro devagar e me apoio no cotovelo, observando-o por um momento. Meu coração ainda aperta de um jeito bobo quando faço isso.Trinta e cinco anos. Meu homem. O pai dos meus meninos.Me inclino e beijo suavemente o ombro dele, depois o pescoço, subindo até a bochecha.— Feliz aniversário, amor — sussurro, beijando o canto da boca dele.Lucas solta um gemido baixo, ainda meio dormindo, e abre os olhos devagar, piscando lentamente. Um sorriso preguiçoso surge em seus lábios, e ele me puxa para mais perto.— Que horas são? — murmura, com a voz rouca e preguiç
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