42. Dor
Eliza*A volta foi mais silenciosa do que a ida.As crianças estavam cansadas, mas felizes, falando sem parar sobre a viagem, a piscina, a praia, a casa do Leonardo, a cachorra Luna… tudo misturado numa animação que só criança consegue sustentar depois de dias intensos.Eu participava, sorria, respondia. Mas, no fundo minha cabeça estava em outro lugar. Rafael também estava quieto. Falava com os filhos quando precisava, respondia alguma coisa do Henrique, mas comigo nada.Nem um olhar direto, nem uma palavra. Como se o que aconteceu simplesmente tivesse sido apagado. E aquilo me incomodava mais do que deveria, muito mais.Quando chegamos, o motorista me deixou em casa.Assim que entrei, Ângela já começou a fazer perguntas.Joguei a bolsa no sofá e me sentei, passando a mão no rosto. Contei a ela sobre tudo, o hotel, a praia, mostrei fotos, falei das brincadeiras do Henrique. E por fim falei o principal.— Eu e o Rafael discutimos e ele me beijou.Ela congelou por dois segundos.— Como
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