Parte 71...AylaDois dias depois, eu já tinha um plano. Não era bom. Não era seguro. Mas era um plano. Não tive muita cabeça para encontrar algo melhor, então o que importa mesmo é não ficar parada.Abri a mala grande no chão da sala e comecei a encher sem dobrar direito. Roupas da tia, toalhas. Os remédios que estavam no armário, a pasta com documentos dela.Abri outra mochila e joguei dentro o que era meu, depois Narin faria a dela também. Joguei tudo misturado, sem ordem e apenas o que fosse preciso por uns dias.A ideia era simples: sair da cidade. Levar a tia. Levar Narin. Ficar alguns dias na casa vazia da mãe da Leyla, no interior. Longe de Emir, longe do nome dele, dos lugares, das pessoas, principalmente daquele tio maluco dele.Não resolveria tudo, mas quebraria o alcance dele por um tempo. Depois disso ele talvez até me deixasse em paz.Quando Narin entrou, parou na porta, sem dizer nada. Olhou a mala aberta, as coisas espalhadas, a pasta no sofá.— O que está acontecendo,
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