Leo Tudor Juliana respirava tranquila, o corpo ainda encolhido contra o meu como se soubesse, mesmo dormindo, que ali era seguro. Fiquei alguns minutos apenas sentindo o ritmo da respiração dela, deixando o silêncio da casa me atravessar.Foi então que ouvi.Passos pequenos no corredor.Leves demais para serem de um adulto. Hesitantes. Como se alguém estivesse decidindo se devia ou não entrar.Abri os olhos.— Papai… — a voz veio baixa, quase um sussurro.Mel.Afastei o braço com cuidado, tentando não acordar Juliana. Ela murmurou algo incompreensível, mas não despertou. Levantei devagar, puxei o lençol um pouco mais sobre ela e fui até a porta.Mel estava ali, abraçando o próprio urso, os olhos grandes demais para um rosto tão pequeno.Ajoelhei diante dela no mesmo instante.— O que foi, meu amor?Ela hesitou, mordeu o lábio, depois se jogou contra mim, os braços envolvendo meu pescoço com força demais para alguém que ainda tremia por dentro.— Eu sonhei… — disse abafado. — Eu sonhe
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