Leo TudorEla subiu para se trocar, e eu fiquei na sala com a Mel, sentada no tapete, brincando distraída enquanto eu olhava o relógio pela terceira vez em dois minutos.— Cadê a Ju? Mel perguntou, curiosa.— Já desce, princesa respondi, sorrindo.Foi então que ouvi os gritos.Altos. Femininos. Carregados de ódio.Meu corpo reagiu antes da cabeça.— Mel, fica aqui falei firme, já me levantando. Não sai daqui, tá?Subi as escadas correndo, o coração acelerado, e quando virei o corredor… congelei.Juliana estava em cima da Margoh, segurando-a pelos cabelos e distribuindo tapas sem a menor cerimônia.— Me solta, sua louca! Me solta! Margoh gritava, tentando se defender.— Você nunca mais vai me chamar de interesseira! Juliana rosnava, fora de si. Nunca mais!— Você é uma piranha que quer ficar com o patrão! Margoh cuspiu as palavras.Aquilo foi o estopim.— Deixa de ser nojenta! Juliana respondeu, com os olhos em chamas. Foi ele que me quis! Eu nunca corro atrás de homem nenhum.
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