Quando John despertou, já era noite. A primeira sensação foi a de estar fora do próprio corpo. O som abafado da cabine, a pressão nos ouvidos e o gosto amargo do álcool ainda grudado na língua o deixavam confuso. Passou a mão pelo rosto, respirou fundo e, por instinto, estendeu o braço até o console lateral.Nada. O celular não estava ali.Ele franziu o cenho, o coração dando um salto curto e incômodo. Revirou o assento, apalpou o bolso interno do paletó, o outro lado da poltrona. Nada. Um desconforto estranho se espalhou pelo peito, algo que não combinava com o simples esquecimento de um objeto.— Droga… — murmurou, levando a mão à testa.Ainda se sentindo grogue e com o mundo girando levemente, ele se levantou e seguiu até o banheiro. Precisava de água fria no rosto para dissipar a névoa mental. A luz branca refletida no espelho evidenciava o que ele vinha evitando encarar: olhos fundos, cabelo bagunçado, um homem à beira do colapso.Enquanto isso, Clara observava tudo em silêncio c
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