Bella Vitorino O quarto na Costa Amalfitana estava mergulhado em um silêncio que, pela primeira vez na minha vida, não me assustava. O som do mar batendo nas rochas lá embaixo era o único metrônomo para o meu coração, que batia descompassado, mas não de pavor.O cheiro de jasmim e maresia preenchia o quarto. Matteo já havia retirado o paletó e a gravata, mas não se aproximou imediatamente. Ele conhecia os meus fantasmas melhor do que ninguém; ele os tinha combatido ao me lado, um por um.— Você está livre, Bella — a voz de Matteo era um sussurro rouco, um contraste absoluto com o tom implacável que ele usara com o pai dela horas antes. — Não há contratos, não há ordens de Rocco, e certamente não há a sombra do seu pai aqui. Apenas nós.Ele colocou as mãos nos meus ombros, observando o reflexo no espelho. Me virei devagar, os meus olhos atentos ao homem que me ajudava a superar a dor.— Eu sei — Respondi, tocando o rosto dele com a palma da mão. — Por meses, você foi meu protetor, meu
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