LizSaí do consultório com as pernas trêmulas. O ambiente silencioso da clínica aumentava a minha ansiedade. Minhas mãos apertavam o papel com força, o resultado do exame não deixava dúvidas.— Eu vou ser mãe… Um turbilhão de emoções tomou conta de mim: felicidade, amor e medo. As lágrimas vieram com força. Durante o caminho de volta, eu mal percebia a paisagem pela janela. O senhor Osvaldo olhou pelo retrovisor, com certa preocupação.— Está tudo bem, Liz?Levei a mão ao rosto, disfarçando as lágrimas e tentando sorrir.— Está… sim.Quando chegamos em casa, eu desci devagar e entrei sentindo o coração acelerado. Naquele momento eu não queria encontrar com ninguém. Eu precisava de um tempo só meu. Precisava de espaço, de silêncio, de ar.Caminhei sem rumo pelo jardim, deixando meus passos me guiarem. Quando me dei conta já estava próxima a piscina. Olhei a água refletindo o céu, me recordei de quando salvei minha pequena daquela água. E então, levei a mão até a minha barriga, já senti
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