Dean SinclairNão havia nada de humano em mim, sentado do lado de fora de uma lanchonete, fumando, e sob o olhar atento do meu irmão. Porra, tudo parecia fora do lugar, e a única coisa que aliviava, mesmo que por segundos, era essa droga de fumaça, porque me distraia ao arder a garganta.— Você precisa se controlar. Vai acabar com um câncer de pulmão desse jeito.— O que preciso é que o velho desgraçado chegue logo. Meu pulmão ficará bem.Jace encarou o relógio, e manteve a porra da calma calculada de sempre, como se não tivesse nada de bom para fazer hoje, quando eu sabia que não era essa a verdade. — Quarenta minutos, de fato. — Murmurou, parecendo tão irritado quanto eu.Permaneci calado, mandíbula trincada que se abria apenas para tragar veneno direto para os meus pulmões. Porra, já havia me desacostumado dessa maldita sensação. Anos em que nem ao menos cheguei perto, e tudo foi para o ralo em dias.— Filho... — Levantei os olhos.A merda do cigarro presa no meu lábio ainda conti
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