O tribunal estava silencioso, quase reverente. Não pela presença da juíza, nem pelo formato da audiência, mas pelo peso de quem não podia mais permanecer calado.Lucas sentava-se ao lado de Camila, segurando firme a mão dela, a outra apoiada no colo de Adrian. Ele não era mais apenas um menino assustado. Aquela manhã, com câmeras discretas e profissionais da psicologia infantil, ele tinha algo que não havia sentido antes: permissão para falar.Tâmara entrou, impecável como sempre, seu sorriso perfeitamente treinado. Mas por dentro, havia tensão. A expectativa de que o filho obedecesse ao roteiro que ela havia ensaiado estava prestes a se quebrar.— Lucas, querido — disse ela, suavemente — hoje vamos conversar com a juíza, só você e eu, certo?O menino ergueu o olhar, firme.— Só se meu pai estiver aqui — disse, apontando discretamente para Adrian.O coração de Tâmara apertou. Ela respirou fundo, mantendo a postura.— Tudo bem — respondeu, com a voz controlada. — Como você quiser.Cami
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