A mansão Valmont estava silenciosa naquela noite.Não o silêncio confortável que acompanha o descanso.Era o silêncio de quem percebe que a história ainda não chegou ao fim.Luna estava sentada sozinha na biblioteca, cercada por documentos espalhados sobre a mesa de madeira escura. A pasta da Fundação Sofia Valmont estava aberta diante dela, revelando páginas que ninguém havia analisado com tanta atenção em anos.Relatórios preliminares.Anotações feitas à mão.Listas de hospitais.Marcas em caneta azul.E, entre tudo aquilo, a caligrafia elegante de Sofia.Adrian apareceu na porta alguns minutos depois. Ele ficou parado ali por um momento, observando Luna inclinada sobre os papéis, completamente absorvida.— Você não saiu daqui desde que chegou — disse ele finalmente.Luna levantou os olhos, cansada, mas determinada.— Eu estava tentando entender o que Sofia estava vendo.Adrian se aproximou da mesa.Ele pegou uma das folhas e a examinou.— O que exatamente você encontrou?Luna virou
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