A sala de interrogatório estava silenciosa.
Não havia pressão visível.
Mas havia algo mais forte.
Inevitabilidade.
Eduardo Valmont estava sentado com as mãos entrelaçadas sobre a mesa.
Do outro lado, o promotor observava sem pressa.
— Você disse que não criou o sistema — começou ele.
— Não.
— Mas participou.
— Sim.
Silêncio.
— Então vamos começar pelo básico.
— Quem criou?
Eduardo não respondeu imediatamente.
Ele olhou para o reflexo da própria imagem no vidro escuro da sala.
Como se estivesse