O amanhecer tingia as paredes da gruta com tons de âmbar e cinza quando Ária começou a emergir do sono. A primeira coisa que sentiu foi o calor, um calor denso, vivo e vibrante que parecia envolver cada centímetro de sua pele, muito mais potente do que qualquer cobertor poderia oferecer.Seus olhos se abriram lentamente e, por um segundo, o mundo pareceu um borrão. Mas então, a realidade se impôs.A poucos centímetros de seu rosto, uma muralha de pelos negros e espessos subia e descia em um ritmo lento. O lobo ainda estava lá. E Pior, estava colado a ela.O pânico, que antes seria uma explosão em seu peito, surgiu agora apenas como uma fagulha moribunda. A curiosidade, alimentada pela segurança da noite compartilhada, começou a substituí-lo.“-Ele não me matou”- ela pensou, o coração batendo num ritmo acelerado, mas não de
Ler mais