O caminho até a mansão passa meio borrado. Eu fico olhando pela janela, mas nem sei direito o que estou vendo. Só penso se isso vai dar certo… ou se eu estou voltando pra me machucar de novo.Quando o portão abre, meu coração aperta.A casa está ali, igual.Mas não parece igual.Eu desço do carro devagar, com a mala na mão, e caminho até a porta.Nem dá tempo de bater.— Isa!Aurora aparece correndo.Descalça, cabelo bagunçado, daquele jeito que só criança fica quando acabou de acordar e já saiu correndo.Ela se joga em mim com tudo, abraçando minhas pernas.— Você voltou!Eu solto a mala no chão na hora e me abaixo, puxando ela pra perto.— Voltei, meu amor…Ela me aperta forte, forte mesmo.— Eu achei que você não ia voltar…A voz dela falha, e aquilo me desmonta por dentro.Eu passo a mão no cabelo dela, tentando acalmar nós duas.— Ei… eu tô aqui agora. Tá tudo bem.Ela continua agarrada, como se tivesse medo de eu sumir de novo.Eu fecho os olhos por um segundo, só sentindo ela a
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