Entre Cinzas e Laranjas... Nós
O corpo de Ive estava exausto pela luta, rendido à máquina, aos remédios, a ciência... O bipe que antes assustava agora parecia um poema.Lentamente, a saturação subiu, e a palidez do rosto de Ive deu lugar a uma cor viva, tênue, frágil, mas viva.Lucca permaneceu imóvel.A dor que sentiu com a convulsão de Ive tinha sido mais real para ele do que qualquer outra.Muralha manteve a mão no ombro do filho.— Pai... é igual ser atropelado. Eu tô com medo.— Acabou, filhão. Sua mãe conseguiu de novo. Nós vamos para casa. Vai ficar tudo bem.Lucca não pensava em ir para casa, não podia e isso também o matava.Queria a antiga vida de volta, a que se lembrava com saudade... os beijos de boa noite de Lara, as conversas com o pai, Ive olhando para ele com os olhos brilhando sempre que ele conseguia pegar uma manga no pé sem precisar usar nada além das mãos.Mas não podia!Conhecia Mayana e ela nunca desistia.Ele teria que pará-la, mas a amava. Isso doía também.Lucca não respondeu o pai, só se
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