A noite não trouxe alívio.Elara passou horas acordada, não por falta de cansaço, mas porque sua mente se recusava a desacelerar. As palavras do conselho, o aviso implícito de Kael, a movimentação silenciosa da auditoria — tudo parecia se reorganizar dentro dela, formando um desenho que ainda não estava completo, mas já era inquietante o suficiente.Não era mais sobre entender o que estava acontecendo.Era sobre decidir como ela iria se posicionar dentro disso.E, pela primeira vez, Elara percebeu que qualquer escolha agora não protegeria ninguém.Nem Kael.Nem Leon.Nem ela mesma.Na manhã seguinte, chegou mais cedo do que o habitual.O prédio ainda estava parcialmente vazio, o silêncio interrompido apenas pelo som distante de teclados e passos apressados. Aquela era a única hora do dia em que a empresa parecia honesta — antes das reuniões, antes das estratégias, antes das versões cuidadosamente construídas.Ela entrou no escritório e não ligou o computador imediatamente.Ficou de pé
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