A sala de segurança da Hacienda parecia um centro de controle de aeroporto. Telas alinhadas, imagens de portão, corredores, depósitos, pátio. Nicolás estava em pé diante de uma das telas, com uma pasta aberta, quando Rafael entrou.— Quem é o motorista? — Rafael foi direto.— Nome oficial: Hugo Mena — Nicolás respondeu, girando de leve para encará-lo. — Quarenta e dois anos, contratado da transportadora parceira há cinco anos. Antes disso, trabalhou como segurança de bar, ajudante de carga, essas coisas. Nada brilhante, mas nada muito sujo no papel.— E por que ele chamou a sua atenção?Nicolás puxou uma folha com marcações.— Este caminhão aqui. — Apontou para uma foto impressa. — Placa XQZ-… o mesmo veículo esteve na rota da primeira vítima na semana do crime, descarregou no bar onde ela trabalhava. Depois apareceu perto da distribuidora da segunda, na mesma semana. E, três dias antes da terceira morte, passou num posto de estrada a cinco quilômetros do restaurante.Rafael encarou o
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