Sentia o sangue ferver nas veias, cada batida do meu coração era forte, descompassada, como se quisesse sair do peito. Ver os dois, meus próprios irmãos, tocando e beijando a mulher que eu tinha ganhado o direito de ser o primeiro, me deixava numa mistura explosiva de raiva e desejo, uma sensação estranha de posse compartilhada que, contra toda a lógica, me deixava ainda mais louco por ela. Não ia mais ficar ali parado, apenas observando. Aquilo também era meu, ela era minha, e eles sabiam muito bem disso.Dei um passo firme à frente, cortando o espaço que nos separava, e fui até eles. Bruna estava presa entre os braços dos dois, a pele já corada, os lábios úmidos e inchados dos beijos que tinha recebido. Seus olhos, grandes e azuis, pareciam turvos, perdidos na sensação de ter dois homens ao mesmo tempo, cada um reivindicando um pedaço de si. Quando me aproximei, Caio afastou o rosto devagar do pescoço dela, mas não a soltou, e Luan continuou com o queixo apoiado no ombro dela, os ol
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