O impacto da luz os engoliu.Kael sentiu o chão desaparecer, o ar sumir, o corpo perder peso. Era como cair — não para baixo, mas para dentro. Elyon segurava o braço dele com força, o rosto tenso, as sobrancelhas franzidas, como se estivesse tentando se firmar em algo inexistente.O núcleo não parecia um lugar. Parecia uma sensação.E uma sensação que feria.A queda cessou de repente.Kael abriu os olhos — e descobriu que não havia chão para pisar. Ele estava suspenso, como se estivesse de pé sobre um nada que, ainda assim, o sustentava. Elyon apareceu ao lado, e mesmo ele parecia estranho, a borda do corpo desfocada, como se estivesse sendo redesenhado continuamente.— Isso é… — Elyon começou.Kael terminou:— …difícil de explicar.Ao redor deles, o núcleo se formava como um universo fractal: luzes líquidas em espirais, sombras vivas, brilhos que pareciam olhos, brilhos que pareciam memórias, brilhos que pareciam dor. Um vento inexistente soprava — e mesmo assim mexia nas roupas del
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