124. EM VALÊNCIA
Ela me olha cheia de preocupação e amor incondicional, os mesmos que me acompanharam toda a minha vida. Sinto-me pequena diante do olhar dela. A abraço novamente, buscando conforto em seu calor. — Sim, eu o beijei muitas vezes — respondo sinceramente —. Quando ele faz isso, o meu pânico de voar desaparece. — Você gosta? — pergunta diretamente. — Não, é só naquele instante — digo, embora esteja muito confusa. Mas não é o momento de analisar nada —. Vamos, mamãe vai se preocupar. Descemos do avião e vamos direto a uma linda casa no meio de um vinhedo. Tudo é precioso, a casa é antiga, mas mantém sua majestade. Subo para o quarto, sinto-me mal. Deito-me e continuo dormindo. Quando finalmente acordo, é o pôr do sol; deixo-me levar pelo som das vozes que me guiam para uma linda varanda, debaixo de uma enorme videira cheia de frutos. — Você está se sentindo melhor, Lili? — mamãe vem ao meu encontro com expressão preocupada. — Só um pouco cansada, o avião me deixa tonta — respond
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