141. A BORRACHEIRA
Olho para mamãe, que fez a pergunta carregada de intenção. Alessandro, sentado ao lado do avô, mal inclina a cabeça em direção a ela, sem deixar claro se está sendo cordial ou simplesmente desafiador. —Não, nós vamos embora amanhã, que vem o avião —responde serenamente. —Gostaria de ficar mais aqui —diz o avô, suspirando—. Este lugar me faz sentir vivo. —E por que você não fica? —pergunta Luci, para surpresa de todos. —Porque não quer que ninguém estranho o cuide —responde o senhor Minetti, sua voz cortante, deixando claro que o assunto não é negociável. —Mamãe pode cuidar dele. E eu também —insiste Luci, oferecendo alegremente sua companhia, ignorando completamente a mudança no ambiente. —¡Luci! —a repreendo, quase gritando, querendo evitar que se unam tanto. A situação fica suspensa em um silêncio incômodo. Luci leva a mão ao peito, claramente afetada pelo meu tom, enquanto mamãe a puxa suavemente pelo braço para acalmá-la. —Não é uma má ideia, Lili. Se o sen
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