Apesar da cordialidade dos pais de Kaito, Marina ainda sentia a tensão percorrer seu corpo de forma constante, quase silenciosa, mas impossível de ignorar. Cada gesto, cada palavra, cada olhar parecia carregado de um peso maior do que realmente tinha.Ela não queria errar.Não queria dizer algo inadequado, não queria parecer deslocada, não queria, acima de tudo, ser o motivo de desaprovação. Eles já tinham passado por tanto, exposição, medo, incertezas. Tudo o que ela desejava agora era um pouco de paz. Um pouco de aceitação.Sentada à mesa, com as mãos repousando sobre o colo, Marina mantinha a postura impecável, mas por dentro seus pensamentos corriam rápido demais.Foi então que sentiu a mão de Kaito que deslizou discretamente até a dela, sob a mesa, entrelaçando seus dedos com firmeza. Um gesto simples, quase invisível para qualquer outra pessoa, mas para ela, foi como um ponto de apoio.Ela virou o rosto levemente, encontrando o olhar dele.Kaito não disse nada e nem precisava.
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