Lilly Alguns dias se passam quase sem que eu perceba, como se o tempo tivesse decidido andar em passos mais suaves. James e eu passamos a ficar juntos com mais frequência, almoçamos com meus pais, jantamos com os dele, fazemos planos pequenos, cotidianos, desses que parecem simples, mas que tem grandes significados pra mim. Ele está diferente, mais presente, mais atento, sempre o primeiro a falar do amanhã, do próximo fim de semana, do que ainda podemos fazer juntos. Mesmo assim, existe um fio de medo esticado dentro de mim, discreto, mas firme, como se em algum momento ele pudesse se romper e James voltasse para Londres, como se tudo isso fosse apenas uma pausa antes da despedida. Eu me preparo para essa possibilidade, quase como um mecanismo de defesa, ainda que esteja dando a ele a chance de tentar, de ficar, de provar que não vai fugir. Estamos em casa numa dessas noites tranquilas, sentados no sofá, um filme clássico passando na televisão, a luz baixa, o som distante da
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