Respirou fundo outra vez e começou a andar, desta vez com mais atenção. Observava o chão, tentava identificar marcas, pequenas alterações no terreno, qualquer coisa que lhe desse uma direção. No chalé, Matteo não demorou muito a perceber que algo não estava certo. A ausência dela prolongou-se mais do que seria expectável, e a primeira reação, ainda presa à discussão, dissipou-se rapidamente. O carro continuava no mesmo lugar. Imóvel. Vazio. Ele ficou alguns segundos parado junto à janela, olhando para fora como se esperasse vê-la surgir a qualquer momento. Mas o espaço à volta do chalé permanecia inalterado, silencioso demais para ser tranquilizador. Passou a mão pelo rosto, respirando fundo. — Onde é que tu foste… A preocupação instalou-se de forma clara, substituindo qualquer resquício de irritação. Matteo conhecia aquele tipo de terreno. Sabia como era fácil perder o rumo, especialmente para alguém que não estava habituado àquele isolamento e Darya não estaria. Sem pensar m
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