— Eu vou arrumar tudo! — declarou Myrcella, já a tentar descer.— Não vais arrumar nada sozinha — corrigiu Darya, puxando-a de volta por um instante. — Mas podes ajudar.— Eu ajudo!— Eu sei que sim.Myrcella finalmente desceu e correu pelo corredor, já a falar sozinha sobre o que ia levar, o que ia mostrar, o que ia fazer. Darya ficou sentada por mais alguns segundos. Em silêncio. Olhando para os documentos fechados. Para a casa. Para o caminho que tinha construído. E, pela primeira vez em muito tempo, a ideia de voltar não parecia uma ameaça. Parecia… um passo. Não para trás. Mas em frente. E, ao longe, a voz de Myrcella ecoava pela casa:— Mamã! O Monsieur Coelho também vai para a Itália!Darya levantou-se, sorrindo.— Claro que vai — respondeu.Myrcella voltou poucos minutos depois, agora com uma pequena mochila arrastada pelo chão, visivelmente grande demais para alguém do seu tamanho. O fecho estava meio aberto, deixando ver um amontoado confuso de brinquedos, roupas e inevitave
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