Houve momentos em que ficou parada, olhando para ela, perguntando-se se estava a fazer tudo da forma certa. Se aquele choro significava fome, desconforto ou apenas necessidade de colo. E, ainda assim, em cada uma dessas dúvidas, havia algo que a mantinha firme. Uma certeza que não vinha de conhecimento, mas de instinto. Ela queria estar ali. Queria aprender. Queria fazer melhor. Myrcella mexeu-se ligeiramente, soltando um som suave, quase impercetível, e Darya ajustou imediatamente a posição dos braços, aproximando-a mais de si. O gesto foi automático, natural, como se o corpo tivesse aprendido uma nova linguagem sem precisar de tradução. — Está tudo bem… — murmurou, com a voz baixa, quase um sussurro. A bebé abriu os olhos lentamente, ainda envolta naquela névoa tranquila do sono interrompido. Por um breve instante, pareceu focar-se em algo, e Darya sentiu o coração apertar de forma inesperada. Aqueles olhos. Havia algo neles que lhe era familiar. Algo que não pertencia apenas
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