O médico permaneceu em silêncio por alguns segundos, folheando a ficha com atenção excessiva para algo que, até então, parecia simples.Jackson continuava de pé ao lado da maca. Serena, sentada, observava cada movimento dele com o corpo ainda cansado, mas alerta. O ar entre os três estava denso mas não de pânico, apenas de expectativa.O médico ajustou a prancheta contra o antebraço, respirou fundo e finalmente falou:— Certo… — ele começou, folheando os papéis. — Vamos falar dos exames.O coração de Jackson apertou sem pedir permissão.— E então? — perguntou.O médico pigarreou.— Os níveis hormonais estão acima do que eu esperaria em um paciente comum. Batimentos acelerados, resposta corporal intensa ao estresse…Serena franziu o cenho.Jackson prendeu a respiração.— Isso é ruim? — ele perguntou, controlado.O médico fez uma careta vaga.— Não exatamente — respondeu. — Situações de estresse extremo fazem o corpo reagir assim.Ele voltou a olhar os papéis, anotou algo… e então parou
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