A manhã estava silenciosa. Não o silêncio tenso de estratégias, códigos ou ameaças. Era o tipo de silêncio raro — o que só existe quando o caos finalmente aprende a descansar. Isabella despertou devagar, sentindo primeiro o calor do sol entrando pela grande janela de vidro, depois o peso firme de um braço envolvendo sua cintura — protetor, possessivo, familiar. Dante. Por um segundo, apenas respirou ali — no lugar onde nunca pensou que chegaria. — Eu sei que você está acordado — ela murmurou, sem abrir os olhos. A voz dele veio baixa e rouca, carregada daquele tom que sempre a desarmava: — Estou apreciando a vista. Ela riu, preguiçosamente. — Você diz isso todos os dias. — Porque é verdade todos os dias — ele rebateu, aproximando os lábios do pescoço dela. — E eu aprendi a não desperdiçar o que é meu. Isabella virou de frente para ele, os rostos tão próximos que as respirações se misturaram. Fazia exatamente um ano desde o dia em que tudo terminou. Ou começou. Dependia
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