Ponto de Vista de MiaO tipo de manhã que não liga para noites sem dormir, nem para cozinhas cobertas de toalhas, nem para o jeito que os joelhos ficam dormentes de tanto ajoelhar.O sol simplesmente nasce assim mesmo.A Gas ainda está deitada na caixa de parto. A respiração dela diminuiu. Seis filhotes estão agrupados contra a barriga dela. Seis corpinhos, cada um não maior que a palma da minha mão, os olhos selados, as orelhas dobradas contra a cabeça. Eles se movem daquele jeito particular que os recém-nascidos se movem — não muito coordenado, não muito intencional, apenas pequenos espasmos e contorções enquanto procuram calor, leite, o batimento cardíaco que foi o mundo inteiro deles até vinte minutos atrás.O primeiro — o que quase não foi — está no meio.Consigo ver daqui. Menor que os outros. O pelo ainda úmido, não completamente seco apesar de todas as toalhas, de todo o esfregar. Mas o peito está subindo. Descendo. Subindo de novo.— Mamãe.A voz de Alexander é um raspã
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