159. Contrações
RubiA dor me arrancou do sono como se alguém tivesse enfiado uma faca quente no meu ventre e girado devagar. Abri os olhos, ofegante, o teto cinzento da ala médica girando acima de mim. O ar estava gelado demais, cortante, e eu tremia inteira, os dentes batendo sem controle.Não. Não podia ser. Eu só tinha quatro meses. Quatro meses."Rubi? Rubi, fala comigo!" A voz da Libby veio de algum lugar perto, assustada. Senti a mão dela no meu ombro, sacudindo. "Você tá branca como papel! O que tá sentindo?""L-Libby...", minha voz saiu um fiapo, rouca. "Tá doendo... aqui embaixo... como se estivesse rasgando. Por favor, me ajuda... o bebê..."Ela arregalou os olhos e apertou o botão de emergência com força. Um alarme agudo explodiu no corredor, ecoando pelas paredes de concreto do bunker."Calma, amor, calma! Eu já chamei os médicos. Respira fundo, tá bem? Você é forte, vai ficar tudo bem." Mas a voz dela tremia tanto quanto as minhas mãos.Eu me curvei na cama, as mãos apertando a barriga
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