Eu mostrei a ala de hóspedes para o Diogo primeiro. Não porque fosse separada, mas porque era silenciosa. Um quarto voltado para o jardim, não para a cidade. Janelas grandes. Uma cama que nunca tinha sido usada. Closets enormes para ele colocar o conteúdo da sua mochila pequena. Uma escrivaninha com um abajur protocolar, uma pilha de papéis brancos e um lápis preto, como se alguém ainda usasse qualquer uma daquelas coisas.— É meu? — ele perguntou.— Pelo tempo que você quiser que seja — eu disse.Ele abriu o closet. Vazio, à espera.— Talvez a gente precise fazer algumas compras — eu disse, enquanto o guarda-roupa ecoava de tão vazio.— A gente precisa fazer todas as compras — o Diogo disse para o vazio.— E os carros — Daniel acrescentou da porta, casual, como se estivesse falando de guarda-chuvas. — Você não precisa pedir. As chaves ficam na ignição, os portões da garagem abrem sozinhos. O George ajuda se você precisar de qualquer outra coisa. Tipo o helicóptero.Diogo congelou por
Ler mais