As palavras bateram direto no meu estômago, e porra, eu odiei admitir que ele tava certo. Minha mente girou num segundo, repassando cada detalhe da merda que eu fiz. Eu nunca deixei mulher nenhuma tocar na porra da minha boca, nunca dei essa moral pra vadia nenhuma. Nem as que se jogavam pra mim, nem as que imploravam. Mas a loira? Essa maldita loira me desafiou. Ela me peitou, me encarou sem medo, meteu um beijo em mim na frente de todo mundo, e eu fiz o quê? Retribuí. E o morro inteiro viu essa porra. Agora, ela tinha um alvo nas costas.Minha mandíbula travou, os punhos se cerraram sozinhos. Eu queria esganar o Faísca, queria quebrar aquela risada no meio, queria mandar todo mundo se foder. Mas no fundo, o ódio que subia dentro de mim era comigo mesmo.— Vai se foder. — cuspi, me afastando antes que eu perdesse a porra da cabeça.Caminhei até minha moto, o corpo fervendo, o sangue pulsando forte. Montei nela, liguei o motor, e o ronco abafou as vozes ao redor.Não tenho fiel, porra
Ler mais