A sala estava fria, clara e silenciosa, mas a atmosfera vibrava com uma intensa mistura de expectativa e ansiedade, como se cada respiração fosse o prenúncio de algo extraordinário. —Jano vestiu o traje esterilizado, a maciez do tecido contrastando com a rigidez do momento; ajustou a touca na cabeça e calçou as luvas, enquanto suas mãos tremiam visivelmente, um reflexo da carga emocional que o envolvia naquele instante único e transformador. — A obstetra, com um sorriso tranquilizador que iluminava seu rosto, disse: — Papai… respira. —Quem vai parir três é ela, não você. —Ele soltou uma risada nervosa, sua tentativa de aliviar a tensão que preenchia seus pulmões como um peso insuportável. Gemima, já anestesiada, apertou a mão dele com um toque suave e confiante assim que o cortinado azul foi levantado, criando uma barreira entre o medo e a coragem. — Eu estou aqui — ele murmurou, como um sussurro de apoio, uma declaração silenciosa que buscava
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