Clarice Martins— Como sabe meu nome, então? “Que inocência, Laura.” — Nos apresentamos naquele dia no hospital. Desde então eu me recordo.Estava acontecendo um flerte entre eles, com toda certeza, e Laura notara agora. Eu não seria um incômodo só porque não tinha a mesma sorte.Escorreguei pela cadeira com a melhor desculpa sincera: — Se me dão licença... volto logo! — Precisa de companhia? — Laura se prontificou. “Não mesmo, preciso de você aqui.” — Eu posso me virar em um banheiro sozinha. — Murmurei, sem me importar muito se seria educado ou não dizer isso na frente de Ruan. Meu humor estava mudando e, por isso, não queria mais perguntas, apenas que ela permanecesse se entendendo com meu colega.Segui em direção do toalete que, naquela noite, não pude ir. No entanto, como antes, tinha uma fila muito extensa. “Será que minha vaga de prioridade pode ser usada pela primeira vez aqui?” Não era tão divertido fazer isso, e naquele momento desejei que o homem com quem fiquei me
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