Sofi acordou com o barulho da água no chuveiro e com o perfume masculino do shampoo de Sergey espalhado pelo quarto.Era estranho. Embora ele passasse muitas noites fora, aquele definitivamente era o quarto dele. Tudo estava ali, as roupas, o relógio sobre a mesa, os abotoaduras alinhadas, o cheiro dele impregnado no ambiente.Quando Sergey saiu do banheiro, mais uma vez apenas enrolado na toalha, secando os cabelos com outra, ela se sentou na cama e ficou olhando para ele.— É engraçado… Disse, com um leve desdém. — Você passa o dia e a noite fora como se não tivesse uma casa. Quando volta, volta para este quarto… acho que deveria arrumar outro para você.Sergey parou.— Como é? Respondeu com calma perigosa. — Não preciso de outro quarto. Este é o meu quarto. Tudo o que é meu está aqui.Ele caminhou lentamente até a cama.— Minhas roupas estão aqui. Fez uma pausa, encarando-a. — Você está aqui.Os olhos frios dele se fixaram no rosto de Sofi. Ela fingia coragem, mas Sergey conseguia
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