Em Paris, o dia mal começava a clarear.A luz suave atravessava as cortinas do quarto do hotel, tingindo tudo de dourado pálido. Luigi dormia profundamente. Nunca fora um homem de sono tranquilo, vivia em estado de alerta. Mas, desde que passara a adormecer com Agnes entre os braços, algo mudara. O corpo relaxava. A mente silenciava.Ela acordara cedo demais para quem dormira tão tarde.Ficou deitada de lado, observando-o. A respiração dele era lenta. Os traços, normalmente firmes, estavam suavizados. Havia uma paz ali que ela jamais tinha visto.Agnes sentiu o peito apertar.Nunca imaginou que, em tão pouco tempo, poderia amá-lo daquela forma.No dia em que ele não atendera suas ligações, não pensou. Apenas seguiu o impulso. Precisava encontrá-lo. E quando o viu na água, ferido, imóvel, quase sem vida, algo dentro dela se partiu.Deslizou os dedos pelas costas largas dele. Havia marcas sutis, cicatrizes antigas, sinais de lutas que ele raramente mencionava. Ela as beijou com delicade
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