A noite foi ficando mais silenciosa aos poucos, como se a casa inteira estivesse aprendendo a respirar no mesmo ritmo que nós três. Luce se aninhou entre mim e Ethan no sofá da sala de TV, as pernas pequenas dobradas, a cabeça apoiada no peito dele. O desenho passava na tela, mas ela já não acompanhava direito. Os olhos piscavam devagar, o corpo entregue. ETHAN: Tá com sono, minha princesa? LUCE: Um pouquinho… mas não quero ir pra cama ainda. Ele sorriu, aquele sorriso que só aparecia quando ela estava ali, inteira, segura. ETHAN: Então fica mais um pouco. Passei a mão pelos cabelos dela, sentindo aquele momento raro e precioso. Não havia conflitos, não havia medo. Só nós. Aos poucos, Luce foi apagando. O corpo relaxou completamente, a respiração ficou profunda e regular. Ethan desligou a TV com cuidado, como se qualquer barulho pudesse quebrar aquele instante. Ele continuou ali, sem se mexer, respeitando o sono dela. A mão livre dele veio até minha barriga, fazendo um carinho
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