Capítulo 75No dia seguinte, Leon estava no escritório, sentado, mas não conseguia se concentrar em nada. O envelope que estava sobre a mesa tomava toda sua atenção.Dentro dele estava algo capaz de mudar tudo. De confirmar ou destruir certezas. De colocar sua vida em outra rota.Ele passou a mão pelos cabelos, respirou fundo e bateu o dedo no envelope, inquieto.A porta abriu.— Oi, mano. — disse Caio entrando, parecendo exausto da manhã corrida. Tinha a gravata meio torta e o celular preso entre os dedos, como se tivesse acabado de encerrar uma ligação. — O que foi? Você parecia aflito no telefone. Do que você precisa?Leon apenas ergueu os olhos.Sem dizer nada, ele empurrou o envelope na direção do irmão.— Caio… eu preciso que você veja isso.O irmão parou, franziu o cenho e se aproximou lentamente, como se já sentisse que aquele envelope carregava algo sério.— Que cara é essa, Leon? — murmurou, puxando uma cadeira. — O que tem aqui dentro?Leon respondeu com a voz baixa, rouca…
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