Bryan não piscava. Nem se lembrava de como respirar. O ar ao redor parecia ter se tornado espesso, pesado — impregnado do cheiro dela, da música, do suor, do desejo. Por dentro, ele queimava. O peito subia e descia em um ritmo perigoso, descompassado. Mia sentia tudo. Através do vínculo. Cada centelha do fogo que ele tentava conter. Mika, dentro dela, ronronava como uma loba no cio. Selvagem. Faminta. Inteiramente rendida ao magnetismo do seu par. Mas Mia não estava em transe. Ela estava consciente. Cada movimento dela era milimetricamente calculado — para torturar ele, só ele. O resto do mundo podia estar ali, os sons dos outros lobos murmurando, os suspiros, os grunhidos baixos de desejo ecoando pela sala... Mas para eles dois, só havia aquele palco. E o que acontecia sobre ele. Ela abriu as pernas de frente pra ele. Deslizou uma mão pela própria coxa com a lentidão de um pecado. E então... Lambeu o mastro. A língua tocando o metal frio com uma
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