POV AmaraQuando voltei pro quarto, o crepúsculo já tinha se espraiado pela janela como tinta dourada. As cortinas estavam meio abertas, e o vento frio entrava, mexendo as pontas do meu cabelo ainda úmido. Foi quando eu vi.Uma caixa branca repousava sobre a cama, pequena, elegante, com aquele tipo de minimalismo caro que grita “presente de alguém poderoso”.Me aproximei devagar, curiosa e ao mesmo tempo desconfiada, porque, com Killian, nada vinha sem propósito.A tampa se abriu com um estalo sutil, revelando um celular novo, ainda lacrado.O aparelho brilhava como se tivesse saído direto de uma vitrine. Toquei nele, hesitante, e quando o liguei, a tela acendeu com o logotipo da marca e, logo em seguida, os contatos salvos apareceram na tela inicial.Três nomes.Killian. Sabrina. Leo.Só isso.Nada mais. Nenhum número antigo. Nenhum traço da minha vida fora da mansão.Suspirei, com um meio sorriso torto, aquele entre ironia e resignação.Era ele, de novo, tentando me controlar por me
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